
A Síndrome do condomínio fechado: Por que a estratégia tradicional de cibersegurança falha
Por: Daniel Ferreira Porta, CISO da DANRESA
Imagine um condomínio de altíssimo padrão. Os muros têm quatro metros de altura, há cercas eletrificadas, sensores de movimento e biometria com reconhecimento facial na portaria. Para quem olha de fora, a fortaleza é impenetrável. No entanto, o erro não está na altura do muro, mas na governança do que acontece atrás dele: uma vez transposto o portão principal, as portas de todas as casas estão destrancadas e não há qualquer verificação de identidade nas vias internas.
Trazendo essa analogia para o mundo corporativo, estamos diante de um dos maiores pontos cegos da cibersegurança atual. Os investimentos em proteção de borda crescem ano a ano, mas o tempo de permanência de um invasor em redes internas, o chamado dwell time, continua perigosamente alto. Por que, mesmo com orçamentos milionários, operações inteiras continuam sendo paralisadas por ataques cibernéticos? A resposta está na falácia da confiança implícita.
Paradoxo da modernização e o fim do fosso
A arquitetura de segurança de muitas organizações ainda se baseia no modelo medieval de "castelo e fosso", onde tudo o que está do lado de fora é uma ameaça e tudo o que está do lado de dentro é confiável. Porém, o perímetro evaporou. Com a adoção acelerada da nuvem, o trabalho híbrido e a proliferação de dispositivos IoT, não existe mais um "lado de fora" claramente definido.
O paradoxo atual é que a modernização da infraestrutura não foi acompanhada na mesma velocidade pela modernização da arquitetura de segurança. Hoje, um invasor não precisa mais "derrubar o muro". Ele entra pela porta da frente usando credenciais legítimas obtidas via engenharia social ou explorando o elo mais fraco da cadeia, um dispositivo periférico não monitorado.
Leia o artigo completo em:
#cybersecurity #closedcondominium #securitygovernance #dwelltime #cloudsecurity
Por: Daniel Ferreira Porta, CISO da DANRESA
Imagine um condomínio de altíssimo padrão. Os muros têm quatro metros de altura, há cercas eletrificadas, sensores de movimento e biometria com reconhecimento facial na portaria. Para quem olha de fora, a fortaleza é impenetrável. No entanto, o erro não está na altura do muro, mas na governança do que acontece atrás dele: uma vez transposto o portão principal, as portas de todas as casas estão destrancadas e não há qualquer verificação de identidade nas vias internas.
Trazendo essa analogia para o mundo corporativo, estamos diante de um dos maiores pontos cegos da cibersegurança atual. Os investimentos em proteção de borda crescem ano a ano, mas o tempo de permanência de um invasor em redes internas, o chamado dwell time, continua perigosamente alto. Por que, mesmo com orçamentos milionários, operações inteiras continuam sendo paralisadas por ataques cibernéticos? A resposta está na falácia da confiança implícita.
Paradoxo da modernização e o fim do fosso
A arquitetura de segurança de muitas organizações ainda se baseia no modelo medieval de "castelo e fosso", onde tudo o que está do lado de fora é uma ameaça e tudo o que está do lado de dentro é confiável. Porém, o perímetro evaporou. Com a adoção acelerada da nuvem, o trabalho híbrido e a proliferação de dispositivos IoT, não existe mais um "lado de fora" claramente definido.
O paradoxo atual é que a modernização da infraestrutura não foi acompanhada na mesma velocidade pela modernização da arquitetura de segurança. Hoje, um invasor não precisa mais "derrubar o muro". Ele entra pela porta da frente usando credenciais legítimas obtidas via engenharia social ou explorando o elo mais fraco da cadeia, um dispositivo periférico não monitorado.
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#cybersecurity #closedcondominium #securitygovernance #dwelltime #cloudsecurity
Shared byCasey Kim - 10 days ago
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